SINES - PRAIA VASCO DA GAMA

domingo, 21 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

O Alentejo




O ALENTEJO
Palavra mágica que começa no Além e termina no Tejo, o rio da portugalidade. O rio que divide e une Portugal e que à semelhança do Homem Português, fugiu de Espanha à procura do mar.

O Alentejo molda o carácter de um homem. A solidão e a quietude da planície dão-lhe a espiritualidade, a tranquilidade e a paciência do monge; as amplitudes térmicas e a agressividade da charneca dão-lhe a resistência física, a rusticidade, a coragem e o temperamento do guerreiro. Não é alentejano quem quer. Ser alentejano não é um dote, é um dom. Não se nasce alentejano, é-se alentejano.

Portugal nasceu no Norte mas foi no Alentejo que se fez Homem. Guimarães é o berço da Nacionalidade, Évora é o berço do Império Português. Não foi por acaso que D. João II se teve de refugiar em Évora para descobrir a Índia. No meio das montanhas e das serras um homem tem as vistas curtas; só no coração do Alentejo, um homem consegue ver ao longe.

Mas foi preciso Bartolomeu Dias regressar ao reino depois de dobrar o Cabo das Tormentas, sem conseguir chegar à Índia para D. João II perceber que só o costado de um alentejano conseguia suportar com o peso de um empreendimento daquele vulto. Aquilo que para o homem comum fica muito longe, para um alentejano fica já ali. Para um alentejano não há longe, nem distância porque só um alentejano percebe intuitivamente que a vida não é uma corrida de velocidade, mas uma corrida de resistência onde a tartaruga leva sempre a melhor sobre a lebre.

Foi, por esta razão, que D. Manuel decidiu entregar a chefia da armada decisiva a Vasco da Gama. Mais de dois anos no mar... E, quando regressou, ao perguntar-lhe se a Índia era longe, Vasco da Gama respondeu: «Não, é já ali.». O fim do mundo, afinal, ficava ao virar da esquina.

Para um alentejano, o caminho faz-se caminhando e só é longe o sítio onde não se chega sem parar de andar. E Vasco da Gama limitou-se a continuar a andar onde Bartolomeu Dias tinha parado. O problema de Portugal é precisamente este: muitos Bartolomeu Dias e poucos Vasco da Gama. Demasiada gente que não consegue terminar o que começa, que desiste quando a glória está perto e o mais difícil já foi feito. Ou seja, muitos portugueses e poucos alentejanos

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

sábado, 6 de fevereiro de 2010

D. Vasco da Gama - Poema



Vasco da Gama ...

Ruge ó mar ... bravio e forte,
em prenuncio de vida...
Em prenuncio de morte,
na onda embravecida.

Malha na rocha danado,
mostrando a rebeldia...
Dum ser que está irado,
dum ser ... que a vida temia.

Ruge ó mar ... bravio e forte,
nessas ondas de brancura...
Para o homem é ruim sorte,
provar a tua loucura.

Mas o homem desafiou,
essa tua força ... ó mar.
Era Português ... e amou,
o prazer de te domar.

Ruge ó mar ... bravio e forte.
Em Sines ele nasceu,
sonhou na praia do norte.
Foi aí ... que te venceu...

Foi aí que ele pensou,
que o mar seria a estrada;
Por isso ele o dominou,
para ir a Índia sonhada...

Bravo capitão dos mares,
foi bem longe a tua fama;
Para teu nome gravares,
para sempre ... Vasco da Gama.

Hoje o mar ainda canta,
num rugido sem igual...
A coragem que o encanta,
das gentes de Portugal...

Sines - Portugal

António Zumaia

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Estação de Caminho de ferro de Sines




A Inauguração da estação do comboio em Sines
No dia 14 de Setembro de 1936, o comboio chega a Sines pela primeira vez.
A viagem foi feita entre o Barreiro e Sines.
Toda a população ocorreu quer à estação quer ao longo da extensão da linha até ao limite do Concelho.
“Uma velha aspiração” assim notificava um jornal da época.
A aspiração começou em 1889. Neste ano formou-se uma Comissão Técnica que elaborou um plano e apresentou várias vezes ao Ministério para que o ramal de Sines fosse incluído na rece ferroviária do País.
Mas o projecto arrastou-se por longos anos. Em 1928 foi mais uma vez apresentado por um grupo de indivíduos ligados ao desenvolvimento de Sines. Mais uma vez as promessas se arrastaram, vindo a concretizar-se finalmente em 1936.
Hoje o ramal encontra-se desactivado, unicamente é utilizado para o transporte de mercadorias