SINES - PRAIA VASCO DA GAMA

sábado, 30 de janeiro de 2010

Forte da Nossa Senhora das Sallas - Forte Revelim







Forte do Revelim situa-se no cabo de Sines, na parte sul.
Tinha como função defender, em conjunto com o castelo, a Vila, os seus habitantes, e também as embarcações que atracavam na baía de Sines, dos corsários e da pirataria que proliferavam nesta época na nossa costa.
Estes últimos pretendiam tomar de assalto a Vila de Sines e saquear os seus habitantes. É evidente que a função do Forte era importante, por isso se situa num ponto estratégico, com boa visibilidade.
Quando a guarnição avistava o perigo, era logo alertada toda a população para se refugiar, quer no castelo quer no próprio forte, colocando-se a guarnição nos pontos estratégicos de defesa (onde se encontravam os canhões), estes dispersos ao longo de uma extensão bem protegida, de elevação natural, (que eram rochedos onde hoje passa a estrada com ligação ao terminal petrolífero), que se prolongava desde o Forte até ao Revelim (Calheta).
O Forte remonta ao sé. XVII e está relacionado com outras fortalezas existentes na costa Portuguesa, as mais próximas são em Sesimbra (fortaleza de São Tiago e fortaleza de São Teodósio ou do Cavalo, ambas do séc. XVII) e em Setúbal (castelo de São Filipe), isto a Norte. A Sul temos o Forte do Pessegueiro, o de fora e o da Ilha, ambos do séc. XVII. Mais a Sul surge-nos o castelo de Vila Nova de Milfontes, também do séc. XVII.
Todas estas fortalezas são do mesmo período, tinham a mesma função e situavam-se em locais de vigia.
Há conhecimento do Forte do Revelim (Sines), ter guarnição até ao ano de 1844.

Ermida da Nossa Senhora das Sallas





ERMIDA DA NOSSA SENHORA DAS SALLAS
A primitiva foi mandada construir no séc. XIII (era do estilo gótico) por D. Betaça.
A ermida actual foi mandada reconstruir no local da anterior, por D. Vasco da Gama, tendo sido terminada no ano de 1529, como se pode ler na placa que se encontra na fachada do lado direito, do lado esquerdo existe também uma placa, mas esta representa as Armas do Gama.
A ermida é um marco muito importante na história dos descobrimentos portugueses, em Sines (0 seu portal é de calcário da Arrábida), pois o seu estilo é Manuelino.
Ela terá servido de Ermida-Fortaleza até à construção do Forte da Nossa Senhora das Sallas (séc. XVII) e depois em conjunto com o forte, não esquecendo o castelo, defenderam por muito tempo a nossa costa e as nossas gentes dos ataques piratas e não só.
Estávamos em 1 de Novembro de 1755 quando se deu o terramoto, como quase todos os monumentos portugueses sofreram danificações, também a Ermida foi afectada, tendo sido recuperada por isso os azulejos são do séc. XVIII (e representam a vida de Mariana).
O Altar-Mor em talha dourada é da época de D. João V (pode-se também ver o Brasão deste Rei).
A Nossa Senhora das Sallas é Padroeira da Vila (agora Cidade) de Sines, assim no dia 15 de Agosto a Santa sai da Ermida, percorre algumas das ruas de Sines, e dá uma volta no mar, nos barcos enfeitados dos pescadores, regressando depois à Ermida.
O imóvel classificado pelo Instituto Português do Património Cultural (Monumento Nacional). Dec. Nº 8518 de 30-11-1922.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Litoral Alentejano e Costa Vicentina



A costa dos encantos

Se o Alentejo é um local especial, com as suas planícies sem fim, as suas cidades bem conservadas e a autenticidade dos seus costumes e tradições, que dizer do respectivo litoral? Entre a foz do Sado, imediatamente a sul de Setúbal, e a foz da ribeira de Odeceixe, a sul da Zambujeira do Mar, estende-se uma costa paradisíaca, ora selvagem, ora acolhedora, alternando praias muito frequentadas com troços de arribas rochosas onde se pode desfrutar de uma Natureza em estado puro.

Da península de Tróia ao cabo Sardão

O extremo norte deste litoral maravilhoso é a península de Tróia, a que se seguem as praias da Comporta e do Carvalhal. É um areal sem fim que só termina lá muito a Sul, no cabo de Sines. Pelo meio as únicas descontinuidades são as lagoas de Melides e de Santo André. Não faltam praias acolhedoras e com espaço para os veraneantes mais exigentes.

A sul de Sines começa o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e da Costa Vicentina. Abrange 74.800 ha, ao longo de mais de 100 km de costa, desde o extremo Norte, em São Torpes (arredores de Sines), ainda no Alentejo, até à Ponta de Sagres (já no Algarve). É um dos troços mais bem preservados do litoral europeu. Ao longo desta extensa linha de costa desfilam zonas de areal e dunas com arribas altas. De Sines até à foz do Mira, em Vila Nova de Milfontes, predominam as dunas. A partir daqui, a falésia rochosa começa a marcar presença, ainda que cortada por areais como o Almograve (20 km a sul de Milfontes), para ganhar toda a expressão nesse fantástico cenário natural que é o Cabo Sardão. Para além da mais profunda calma, pode apreciar-se a intensidade das convulsões geológicas que em tempos idos ali se fizeram sentir: os estratos do xisto tanto se apresentam horizontais, como rodados 60 graus para nordeste, como praticamente verticais. A vista junto ao farol é inesquecível.

Praias entre falésias

Para sul do Cabo Sardão é o reino da falésia, somente interrompida por pequenas praias abertas pela desembocadura de linhas de água. Assim acontece na Zambujeira do Mar e no Carvalhal. Nesta praia, a ribeira de Ceixe marca a fronteira entre o Alentejo e o Algarve.

Esta costa recortada e alcantilada é um importante corredor de passagem da avifauna migradora, essencialmente aves de rapina, como a águia-cobreira, e acolhe ainda uma significativa corrente migratória de rolas. Foram já inventariadas perto de 200 espécies de aves que frequentam o parque natural, das quais 30 nidificam nas falésias atlânticas. A extensa faixa costeira entre São Torpes e o Burgau (já no Algarve) é uma área excepcional candidata a Património Mundial da Unesco.

Vila Nova de Milfontes, na foz do rio Mira, é uma das estâncias turísticas mais animadas desta zona, uma excepção ao registo de tranquilidade que a caracteriza. Mais a Sul, a Zambujeira do Mar atrai visitantes de toda a Europa pelo seu pitoresco e pela originalidade das suas praias. Sines é o principal centro urbano a considerar em toda esta faixa litoral de grande beleza, com uma boa oferta cultural e gastronómica e animação nocturna digna de nota

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Sines e o futuro

Ilha do Pessegueiro




História
Os estudiosos acreditam que a ocupação desta costa remonta a navegadores cartagineses, em época anterior à segunda guerra púnica (218-202 a.C.). À época da Invasão romana da Península Ibérica, a ilha abrigou um pequeno centro pesqueiro, conforme atestam os vestígios, recentemente descobertos, de tanques de salga.

À época da Dinastia Filipina, projectou-se ampliar aquele ancoradouro natural com o objectivo de evitar que corsários o usassem como ponto de apoio naquele trecho do litoral. Um enrocamento artificial de pedras ligaria a ilha do Pessegueiro à linha costeira.

A partir de 1590, no âmbito desse projecto, foi iniciado, em posição dominante na ilha, a edificação do Forte de Santo Alberto, com a função de cruzar fogos com o Forte de Nossa Senhora da Queimada, que lhe era fronteiro, no continente.

Os trabalhos no projecto do Pessegueiro foram interrompidos em 1598 diante da transferência do seu responsável para as obras do Forte de Vila Nova de Milfontes, jamais tendo sido completadas.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

domingo, 24 de janeiro de 2010




História do concelho de Sines

Sines é uma cidade portuguesa no Distrito de Setúbal, região do Alentejo e subregião do Alentejo Litoral, com cerca de 12 500 habitantes.É sede de um município com 198,97 km² de área e 13 577 habitantes (2001), subdividido em 2 freguesias. O município é limitado a norte e leste pelo município de Santiago do Cacém, a sul por Odemira e a oeste tem litoral no oceano Atlântico.Nas terras deste concelho há vestígios da época romana, dos Visigodos e Vândalos.No final do século XII, início do século XIII, foram reconquistadas aos mouros e, em 1217, foi confiada aos Cavaleiros da Ordem de Santiago, sediados em Santiago do Cacém.Em Novembro de 1362, foi-lhe outorgado foral por D. Pedro I (1357-1367) e, em Julho de 1512, D. Manuel I (1495-1521) outorgou-lhe o Foral Novo.Após a Convenção de Évora Monte, em Julho de 1834, D. Miguel embarcou de Sines para o exílio.A história recente de Sines está ligada ao início da construção de um porto comercial, permitindo a acostagem de navios de grande capacidade de carga, o que impulsionou o seu desenvolvimento industrial e populacional a partir de 1971.Foi elevada a cidade a 12 de Julho de 1997.No concelho predominam as actividades ligadas aos sectores secundário e terciário, seguidos pelo primário. Sines é um centro industrial, o que se traduz pela localização, neste concelho, de uma refinaria de petróleo, indústrias da petroquímica, de construção de polímeros, de metalomecânica e de produção de vagões, facto promovido pela proximidade do porto comercial e de pesca. A agricultura ainda mantém alguma importância, dado que cerca de 33,1% do território do concelho correspondem a área agrícola. Destacam-se os cultivos de cereais para grão, leguminosas secas para grão, prados temporários e culturas forrageiras, horta familiar, pousio, prados e pastagens permanentes. A agro-pecuária tem também alguma importância, nomeadamente na criação de aves, ovinos e suínos. Cerca de 1802 ha do seu território são cobertos de floresta.

sábado, 23 de janeiro de 2010

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010